Esta última semana foi muito marcada pelos acontecimentos na Ucrânia, em que as ameaças de ocupação do território da Crimeia por tropas russa ganharam força.
Do ponto de vista dos mercados, estas tensões internacionais e ameaças de conflito armado são muito graves, no entanto, para além do pânico inicial, as coisas têm estado relativamente pacíficas nas bolsas norte americanas - embora o mesmo não possa ser dito para a Rússia.
Ora, se cada vez que há uma tensão no médio oriente as bolsas reagem fortemente, porque é que desta vez não fazem o mesmo?
A resposta baseia-se essencialmente em petróleo e investimentos. Os americanos têm muito investimento no médio oriente, e precisam do petróleo dessa zona. No entanto estão muito pouco expostos à Russia e à europa de leste, nomeadamente Ucrânia.
Significa isso que, como investidor não tenho que me preocupar com a situação na Crimeia?
Não, significa que no imediato o risco está contido pois a exposição directa é baixa.
No entanto, cerca de 30% do gás Europeu provém da Rússia, e 50% dele passa pela Ucrânia.
Se o conflito afectar a distribuição desse gás - estamos a falar de 15% das necessidades de gás da europa - então certamente os mercados europeus reagirão. O que nos leva imediatamente para uma situação de contágio.
Ora com a Europa, ainda frágil da crise das dívidas soberanas, enfrentar uma crise energética, ainda que em média escala, e não souber gerir, como não tem sabido gerir nenhuma das grandes questões actuais, então a recuperação económica poderá estar em causa.
Isto se assumirmos que não haverá um conflito armado na região, porque se houver a situação é muito mais imprevisível.
No entanto a minha previsão é a de que de uma forma ou de outra a Crimeia saia da alçada Ucraniana e passe para a Rússia, seja como estado independente ou região autónoma.
A Rússia não tem nada a perder e tudo a ganhar, enquanto que a Europa está completamente paralizada pelas eleições, pelos interesses energéticos e económicos que o capital russo exerce nos diversos estados membros.
domingo, 9 de março de 2014
domingo, 2 de março de 2014
DDD - O caso bicudo das impressoras 3D
O potencial das impressoras 3D para revolucionar o mercado é enorme. Especialmente ao nível de fast prototyping, desing e de PMEs.
Já assistimos ao que este tipo de democratização pode levar. No caso das tecnologias levou a uma autêntica revolução, com o nascimento de muitas pequenas e médias empresas assentes neste novo paradigma. Um exemplo é o número crescente de aplicações para smartphones e tablets abordando practicamente todos os temas, desde jogos, localização, recomendação ou música.
Desta forma, levar a capacidade de manufactura directamente às pequenas empresas, sem intermediário, pode levar a toda uma nova economia baseada na personalização do produto.
Na minha opinião isto é o equivalente a dar a capacidade de criar um produto real a qualquer pessoa que tenha uma impressora 3D, abrindo caminho à personalização em detrimento directo com a massificação das economias de escala.
Neste sentido, tomei posições fortes na DDD, umas das empresas líderes no segmento.
Olhando para a valorização passada e das perspectivas do mercado, seria de esperar uma continuação da tendência.
No entanto, com a apresentação de resultados abaixo do esperado, estas acções desvalorizaram abruptamente, cerca de 23%, e os profetas do desastre a dizerem que isto é o início do fim do boom 3D.
Discordo dessa opinião, e considero que a desvalorização brutal é apenas fruto do histerismo. Para o provar basta ver que duas semanas depois estes títulos já voltaram a valorizar, embora muito abaixo do valor a que comprei inicialmente. No entanto o investimento é a longo prazo, e acredito que com a política de I&D, quota de mercado e potencial de crescimento, esta é uma boa empresa para deter acções.
Já assistimos ao que este tipo de democratização pode levar. No caso das tecnologias levou a uma autêntica revolução, com o nascimento de muitas pequenas e médias empresas assentes neste novo paradigma. Um exemplo é o número crescente de aplicações para smartphones e tablets abordando practicamente todos os temas, desde jogos, localização, recomendação ou música.
Desta forma, levar a capacidade de manufactura directamente às pequenas empresas, sem intermediário, pode levar a toda uma nova economia baseada na personalização do produto.
Na minha opinião isto é o equivalente a dar a capacidade de criar um produto real a qualquer pessoa que tenha uma impressora 3D, abrindo caminho à personalização em detrimento directo com a massificação das economias de escala.
Neste sentido, tomei posições fortes na DDD, umas das empresas líderes no segmento.
Olhando para a valorização passada e das perspectivas do mercado, seria de esperar uma continuação da tendência.
No entanto, com a apresentação de resultados abaixo do esperado, estas acções desvalorizaram abruptamente, cerca de 23%, e os profetas do desastre a dizerem que isto é o início do fim do boom 3D.
Discordo dessa opinião, e considero que a desvalorização brutal é apenas fruto do histerismo. Para o provar basta ver que duas semanas depois estes títulos já voltaram a valorizar, embora muito abaixo do valor a que comprei inicialmente. No entanto o investimento é a longo prazo, e acredito que com a política de I&D, quota de mercado e potencial de crescimento, esta é uma boa empresa para deter acções.
Regresso
As últimas semanas foram marcadas por uma queda muito acentuada no mercado, o que afectou practicamente todas as minhas acções e em especial os CFDs.
Essa queda deveu-se a vários factores mas foi sobretudo a crise no mercado cambial dos mercados emergentes, e as revisões em baixa para o seu crescimento económico.
No meu caso o problema foi os CFDs, que como requerem margem não permitem uma desvalorização muito grande dos instrumentos em questão. Foi o caso com os meus CFDs do DJI.
A certo ponto estava a enfrentar perdas potencial de 36 mil euros. A assumir, seria devastador, pois uma vez que se perde 50% do capital inicial, é necessário uma valorização de 100% sobre o capital restante apenas para voltar onde comecei!
Como já tinha referido, tive de assumir uma perda de 8 mil euros para aumentar a margem disponível, e tentei usar pequenas transacções para recuperar algum do que perdi.
O problema é que o índice continuava a cair, aumentando cada vez mais a margem utilizada, chegou ao ponto em que tinha duas pequenas posições CFD no NDX, uma longa, e estava a perder 2 mil euros, embora soubesse que era uma questão de horas até recuperar, e outra curta, que estava a lucrar 200€ pois sabia que o índice ia descer nos próximos minutos.
Nesta situação o acertado era fechar a posição curta e esperar que a outra viesse para terreno positivo. Foi o que tentei fazer, o problema foi que o DJI tinha continuado a cair aumentando a margem utilizada até ao ponto em que já nem sequer podia fechar a posição curta (que tecnicamente reduz a margem utilizada enquanto a posição está aberta, mas que regressa ao "normal" após fecho).
Neste momento, fiquei preso com uma posição curta que não posso fechar a menos que os índice valorizasse, e isso é exactamente o oposto do que quero fazer, pois o pressuposto é o mercado desvalorizar. Se o oposto acontece, eu perco dinheiro.
Além disto, a margem já ia nos 135%, caso atingisse os 150% todas as posições de margem eram automaticamente fechadas, o que me daria quase 40 mil euros de prejuízo. Decidi fechar as posições do NDX, perdendo 1800€ (a posição curta contribuiu positivamente com 200€).
Após isto decidi parar, não tinha margem para tentar recuperar perdas, e já não tinha muito mais disponível para negociar acções, além de que o mercado estava demasiado instável.
Hoje, cerca de três semanas depois, passei de quase 40mil euros em perdas potenciais no DJI para cerca de 700€, prevejo passar a terreno positivo na próxima semana. No entanto isto era exactamente o oposto do que eu queria. Pois se eu tivesse apanhado o pico mais baixo e investido aí, estava neste momento com lucros perto dos 40mil euros.
É este o perigo, ser apanhado logo no inicio da "crise" e ficar preso ao investimento, empatando recursos que poderiam utilizados de outra forma.
Essa queda deveu-se a vários factores mas foi sobretudo a crise no mercado cambial dos mercados emergentes, e as revisões em baixa para o seu crescimento económico.
No meu caso o problema foi os CFDs, que como requerem margem não permitem uma desvalorização muito grande dos instrumentos em questão. Foi o caso com os meus CFDs do DJI.
A certo ponto estava a enfrentar perdas potencial de 36 mil euros. A assumir, seria devastador, pois uma vez que se perde 50% do capital inicial, é necessário uma valorização de 100% sobre o capital restante apenas para voltar onde comecei!
Como já tinha referido, tive de assumir uma perda de 8 mil euros para aumentar a margem disponível, e tentei usar pequenas transacções para recuperar algum do que perdi.
O problema é que o índice continuava a cair, aumentando cada vez mais a margem utilizada, chegou ao ponto em que tinha duas pequenas posições CFD no NDX, uma longa, e estava a perder 2 mil euros, embora soubesse que era uma questão de horas até recuperar, e outra curta, que estava a lucrar 200€ pois sabia que o índice ia descer nos próximos minutos.
Nesta situação o acertado era fechar a posição curta e esperar que a outra viesse para terreno positivo. Foi o que tentei fazer, o problema foi que o DJI tinha continuado a cair aumentando a margem utilizada até ao ponto em que já nem sequer podia fechar a posição curta (que tecnicamente reduz a margem utilizada enquanto a posição está aberta, mas que regressa ao "normal" após fecho).
Neste momento, fiquei preso com uma posição curta que não posso fechar a menos que os índice valorizasse, e isso é exactamente o oposto do que quero fazer, pois o pressuposto é o mercado desvalorizar. Se o oposto acontece, eu perco dinheiro.
Além disto, a margem já ia nos 135%, caso atingisse os 150% todas as posições de margem eram automaticamente fechadas, o que me daria quase 40 mil euros de prejuízo. Decidi fechar as posições do NDX, perdendo 1800€ (a posição curta contribuiu positivamente com 200€).
Após isto decidi parar, não tinha margem para tentar recuperar perdas, e já não tinha muito mais disponível para negociar acções, além de que o mercado estava demasiado instável.
Hoje, cerca de três semanas depois, passei de quase 40mil euros em perdas potenciais no DJI para cerca de 700€, prevejo passar a terreno positivo na próxima semana. No entanto isto era exactamente o oposto do que eu queria. Pois se eu tivesse apanhado o pico mais baixo e investido aí, estava neste momento com lucros perto dos 40mil euros.
É este o perigo, ser apanhado logo no inicio da "crise" e ficar preso ao investimento, empatando recursos que poderiam utilizados de outra forma.
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