Esta última semana foi muito marcada pelos acontecimentos na Ucrânia, em que as ameaças de ocupação do território da Crimeia por tropas russa ganharam força.
Do ponto de vista dos mercados, estas tensões internacionais e ameaças de conflito armado são muito graves, no entanto, para além do pânico inicial, as coisas têm estado relativamente pacíficas nas bolsas norte americanas - embora o mesmo não possa ser dito para a Rússia.
Ora, se cada vez que há uma tensão no médio oriente as bolsas reagem fortemente, porque é que desta vez não fazem o mesmo?
A resposta baseia-se essencialmente em petróleo e investimentos. Os americanos têm muito investimento no médio oriente, e precisam do petróleo dessa zona. No entanto estão muito pouco expostos à Russia e à europa de leste, nomeadamente Ucrânia.
Significa isso que, como investidor não tenho que me preocupar com a situação na Crimeia?
Não, significa que no imediato o risco está contido pois a exposição directa é baixa.
No entanto, cerca de 30% do gás Europeu provém da Rússia, e 50% dele passa pela Ucrânia.
Se o conflito afectar a distribuição desse gás - estamos a falar de 15% das necessidades de gás da europa - então certamente os mercados europeus reagirão. O que nos leva imediatamente para uma situação de contágio.
Ora com a Europa, ainda frágil da crise das dívidas soberanas, enfrentar uma crise energética, ainda que em média escala, e não souber gerir, como não tem sabido gerir nenhuma das grandes questões actuais, então a recuperação económica poderá estar em causa.
Isto se assumirmos que não haverá um conflito armado na região, porque se houver a situação é muito mais imprevisível.
No entanto a minha previsão é a de que de uma forma ou de outra a Crimeia saia da alçada Ucraniana e passe para a Rússia, seja como estado independente ou região autónoma.
A Rússia não tem nada a perder e tudo a ganhar, enquanto que a Europa está completamente paralizada pelas eleições, pelos interesses energéticos e económicos que o capital russo exerce nos diversos estados membros.
domingo, 9 de março de 2014
domingo, 2 de março de 2014
DDD - O caso bicudo das impressoras 3D
O potencial das impressoras 3D para revolucionar o mercado é enorme. Especialmente ao nível de fast prototyping, desing e de PMEs.
Já assistimos ao que este tipo de democratização pode levar. No caso das tecnologias levou a uma autêntica revolução, com o nascimento de muitas pequenas e médias empresas assentes neste novo paradigma. Um exemplo é o número crescente de aplicações para smartphones e tablets abordando practicamente todos os temas, desde jogos, localização, recomendação ou música.
Desta forma, levar a capacidade de manufactura directamente às pequenas empresas, sem intermediário, pode levar a toda uma nova economia baseada na personalização do produto.
Na minha opinião isto é o equivalente a dar a capacidade de criar um produto real a qualquer pessoa que tenha uma impressora 3D, abrindo caminho à personalização em detrimento directo com a massificação das economias de escala.
Neste sentido, tomei posições fortes na DDD, umas das empresas líderes no segmento.
Olhando para a valorização passada e das perspectivas do mercado, seria de esperar uma continuação da tendência.
No entanto, com a apresentação de resultados abaixo do esperado, estas acções desvalorizaram abruptamente, cerca de 23%, e os profetas do desastre a dizerem que isto é o início do fim do boom 3D.
Discordo dessa opinião, e considero que a desvalorização brutal é apenas fruto do histerismo. Para o provar basta ver que duas semanas depois estes títulos já voltaram a valorizar, embora muito abaixo do valor a que comprei inicialmente. No entanto o investimento é a longo prazo, e acredito que com a política de I&D, quota de mercado e potencial de crescimento, esta é uma boa empresa para deter acções.
Já assistimos ao que este tipo de democratização pode levar. No caso das tecnologias levou a uma autêntica revolução, com o nascimento de muitas pequenas e médias empresas assentes neste novo paradigma. Um exemplo é o número crescente de aplicações para smartphones e tablets abordando practicamente todos os temas, desde jogos, localização, recomendação ou música.
Desta forma, levar a capacidade de manufactura directamente às pequenas empresas, sem intermediário, pode levar a toda uma nova economia baseada na personalização do produto.
Na minha opinião isto é o equivalente a dar a capacidade de criar um produto real a qualquer pessoa que tenha uma impressora 3D, abrindo caminho à personalização em detrimento directo com a massificação das economias de escala.
Neste sentido, tomei posições fortes na DDD, umas das empresas líderes no segmento.
Olhando para a valorização passada e das perspectivas do mercado, seria de esperar uma continuação da tendência.
No entanto, com a apresentação de resultados abaixo do esperado, estas acções desvalorizaram abruptamente, cerca de 23%, e os profetas do desastre a dizerem que isto é o início do fim do boom 3D.
Discordo dessa opinião, e considero que a desvalorização brutal é apenas fruto do histerismo. Para o provar basta ver que duas semanas depois estes títulos já voltaram a valorizar, embora muito abaixo do valor a que comprei inicialmente. No entanto o investimento é a longo prazo, e acredito que com a política de I&D, quota de mercado e potencial de crescimento, esta é uma boa empresa para deter acções.
Regresso
As últimas semanas foram marcadas por uma queda muito acentuada no mercado, o que afectou practicamente todas as minhas acções e em especial os CFDs.
Essa queda deveu-se a vários factores mas foi sobretudo a crise no mercado cambial dos mercados emergentes, e as revisões em baixa para o seu crescimento económico.
No meu caso o problema foi os CFDs, que como requerem margem não permitem uma desvalorização muito grande dos instrumentos em questão. Foi o caso com os meus CFDs do DJI.
A certo ponto estava a enfrentar perdas potencial de 36 mil euros. A assumir, seria devastador, pois uma vez que se perde 50% do capital inicial, é necessário uma valorização de 100% sobre o capital restante apenas para voltar onde comecei!
Como já tinha referido, tive de assumir uma perda de 8 mil euros para aumentar a margem disponível, e tentei usar pequenas transacções para recuperar algum do que perdi.
O problema é que o índice continuava a cair, aumentando cada vez mais a margem utilizada, chegou ao ponto em que tinha duas pequenas posições CFD no NDX, uma longa, e estava a perder 2 mil euros, embora soubesse que era uma questão de horas até recuperar, e outra curta, que estava a lucrar 200€ pois sabia que o índice ia descer nos próximos minutos.
Nesta situação o acertado era fechar a posição curta e esperar que a outra viesse para terreno positivo. Foi o que tentei fazer, o problema foi que o DJI tinha continuado a cair aumentando a margem utilizada até ao ponto em que já nem sequer podia fechar a posição curta (que tecnicamente reduz a margem utilizada enquanto a posição está aberta, mas que regressa ao "normal" após fecho).
Neste momento, fiquei preso com uma posição curta que não posso fechar a menos que os índice valorizasse, e isso é exactamente o oposto do que quero fazer, pois o pressuposto é o mercado desvalorizar. Se o oposto acontece, eu perco dinheiro.
Além disto, a margem já ia nos 135%, caso atingisse os 150% todas as posições de margem eram automaticamente fechadas, o que me daria quase 40 mil euros de prejuízo. Decidi fechar as posições do NDX, perdendo 1800€ (a posição curta contribuiu positivamente com 200€).
Após isto decidi parar, não tinha margem para tentar recuperar perdas, e já não tinha muito mais disponível para negociar acções, além de que o mercado estava demasiado instável.
Hoje, cerca de três semanas depois, passei de quase 40mil euros em perdas potenciais no DJI para cerca de 700€, prevejo passar a terreno positivo na próxima semana. No entanto isto era exactamente o oposto do que eu queria. Pois se eu tivesse apanhado o pico mais baixo e investido aí, estava neste momento com lucros perto dos 40mil euros.
É este o perigo, ser apanhado logo no inicio da "crise" e ficar preso ao investimento, empatando recursos que poderiam utilizados de outra forma.
Essa queda deveu-se a vários factores mas foi sobretudo a crise no mercado cambial dos mercados emergentes, e as revisões em baixa para o seu crescimento económico.
No meu caso o problema foi os CFDs, que como requerem margem não permitem uma desvalorização muito grande dos instrumentos em questão. Foi o caso com os meus CFDs do DJI.
A certo ponto estava a enfrentar perdas potencial de 36 mil euros. A assumir, seria devastador, pois uma vez que se perde 50% do capital inicial, é necessário uma valorização de 100% sobre o capital restante apenas para voltar onde comecei!
Como já tinha referido, tive de assumir uma perda de 8 mil euros para aumentar a margem disponível, e tentei usar pequenas transacções para recuperar algum do que perdi.
O problema é que o índice continuava a cair, aumentando cada vez mais a margem utilizada, chegou ao ponto em que tinha duas pequenas posições CFD no NDX, uma longa, e estava a perder 2 mil euros, embora soubesse que era uma questão de horas até recuperar, e outra curta, que estava a lucrar 200€ pois sabia que o índice ia descer nos próximos minutos.
Nesta situação o acertado era fechar a posição curta e esperar que a outra viesse para terreno positivo. Foi o que tentei fazer, o problema foi que o DJI tinha continuado a cair aumentando a margem utilizada até ao ponto em que já nem sequer podia fechar a posição curta (que tecnicamente reduz a margem utilizada enquanto a posição está aberta, mas que regressa ao "normal" após fecho).
Neste momento, fiquei preso com uma posição curta que não posso fechar a menos que os índice valorizasse, e isso é exactamente o oposto do que quero fazer, pois o pressuposto é o mercado desvalorizar. Se o oposto acontece, eu perco dinheiro.
Além disto, a margem já ia nos 135%, caso atingisse os 150% todas as posições de margem eram automaticamente fechadas, o que me daria quase 40 mil euros de prejuízo. Decidi fechar as posições do NDX, perdendo 1800€ (a posição curta contribuiu positivamente com 200€).
Após isto decidi parar, não tinha margem para tentar recuperar perdas, e já não tinha muito mais disponível para negociar acções, além de que o mercado estava demasiado instável.
Hoje, cerca de três semanas depois, passei de quase 40mil euros em perdas potenciais no DJI para cerca de 700€, prevejo passar a terreno positivo na próxima semana. No entanto isto era exactamente o oposto do que eu queria. Pois se eu tivesse apanhado o pico mais baixo e investido aí, estava neste momento com lucros perto dos 40mil euros.
É este o perigo, ser apanhado logo no inicio da "crise" e ficar preso ao investimento, empatando recursos que poderiam utilizados de outra forma.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Semana 1
Publico aqui uma análise post-mortum da primeira semana de competição, com alguns pensamentos sobre o que ia pensando na altura que fiz os investimentos.
Mas vejo agora que esta foi péssima altura para começar, pois os mercados estão em queda devido a resultados abaixo do esperado nos mercados emergentes, o que levou a uma crise de moeda, nomeadamente na Argentina.
Infelizmente, e por não ter cumprido as minha "regras" entalei-me com 4 CFDs que não posso largar para não assumir perdas pesadas.
Ainda assim, um já larguei, tendo perdido 8.000$, cerca de 5.000€, pois já estava a atingir o limite para negociar em margem.
No final do post vou apresentar os objectivos para esta semana, nomeadamente para recuperar esta perda.
Pensamentos nos dois primeiros dia, antes de perceber que os mercados iam cair:
Dos meus dias anteriores de treino já tinha alguma ideia de quais as acções que queria comprar, embora algumas já tenham valorizado entretanto, ao ponto de ficar com algumas dúvidas que continuem a subir.
ETFs
Estes dois já os tinha escolhido anteriormente por seguirem os movimentos do mercado financeiro (XLF) e da energia (VDE).
Não sei se fornecem as melhores taxas, mas já ofereceram no passado remunerações atractivas.
Quando ao VDE, existe o risco de não apresentar um bom retorno pois existe a possibilidade dos preços do petróleo caírem devido ao uso de fontes de energia alternativas, nomeadamente o gás de xisto nos Estados Unidos.
Acções
3D Systems (DDD:xnys)
Bank of America (BAC:xnys)
General Electric (GE:xnys)
International Business Machines (IBM:xnys)
Verizon Comms (VZ:xnys)
Xerox Corporation (XRX:xnys)
XL Capital Limited (XL:xnys)
EDP Renováveis (EDPR:xlis)
Galp Energia SGPS (GALP:xlis)
Mota-Engil SGPS (EGL:xlis)
Zon Optimus (ZONOP:xlis)
As motivações para estas compras são variadas, pelo que vou explicar algumas:
DDD - Uma das empresas líderes no mercado de impressoras 3D, mercado esse ainda no início mas com um potencial de crescimento e de modificação das técnicas de produção actuais enorme.
GE - As possibilidades de crescimento nos mercados emergentes e a reestruturação da empresa focando-se nos negócios industriais oferecem boas perspectivas de crescimento.
XRX - Apresentando um crescimento linear à quase 14 meses, e sendo uma empresa sólida penso que a tendência se possa manter mais algum tempo.
BAC - Um dos maiores bancos americanos, tendo apresentado uma melhoria dos resultados liquidos e com a economia em tendência de crescimento, penso que tem condições para valorizar.
VZ - Uma das maiores empresas de telecomunicações dos Estados Unidos, e que vai beneficiar da recente decisão dos tribunais americanos em contrariar a FCC acerca da chamada net neutrality, algo que beneficia claramente os ISPs americanos.
IBM - Outro bluechip, historicamente sólido, foi também uma primeira tentativa de fazer uma análise técnica, que mais tarde será alvo de um post dedicado inteiramente a este tema.
XL - Historicamente atinge um pico a cada poucos meses, caindo novamente. Como estava em baixo, e prevendo nova subida, pensei em fazer algum lucro comprando a posição para a vender um pouco acima, sem sequer me preocupar em tentar apanhar o ponto mais alto possível.
EDPR e GALP - Estando a economia portuguesa a começar a dar sinais de vida, é natural que estas acções valorizem, mas mesmo o mercado internacional traz boas perspectivas a estas duas posições.
EGL - Os negócios recentes anunciados nos últimos dias trazem consigo um potencial para valorizar, embora a meu ver no curto prazo (negócios com a Venezuela e a sua economia correm o risco de ter o mesmo destino que os asfalteiros e os estaleiros de Viana). Pelo que conto vender a posição assim que atingir uma valorização decente. (4% a 5%)
ZONOP - Sendo a ZON o maior concorrente da MEO e entendendo eu que apresenta um serviço melhor que a concorrência, a fusão com a Optimus dá-lhe uma capacidade de unir o bom trabalho desse operador, que foi sempre incapaz de ultrapassar os 23% quota (devido a ter vindo demasiado tarde para o mercado pois, novamente, o serviço é bom) e juntos serem um concorrente ainda mais forte ao monopólio da PT em Portugal.
CFDs
Só comprei CFDs de Índices, pois apresentam as maiores amplitudes em tempo real, e as acções são ainda mais imprevisíveis.
Infelizmente não cumpri as minhas próprias regras, assumi uma posição e esperei que subisse, como desceu, e face às ultimas semanas pensei que fosse recuperar, em vez disso caiu ainda mais acentuadamente, ao que acabei por assumir mais duas posições perfazendo um total de 80. O que eu não vi foi as notícias, pois se no primeiro dia eu ainda teria a convicção de que iria subir, no segundo, com relatos sobre uma potencial crise de moeda nos mercados emergentes seria de esperar que as bolsas fosse passar alguns dias a descer.
Assim, fiquei preso com estes CFD's e não me sobra muita margem para tentar compensar as perdas, e, ou vendo e perco quase 20 mil euros, ou espero que o mercado suba.
Objectivos para a semana 2:
Por agora vou aguardar que a crise acalme e o mercado suba, e entretanto vou utilizando parte do restante da margem em pequenas transacções para me renderem algum dinheiro, tentando compensar os 5000 euros que tive de perder por estar a ficar completamente sem margem.
Assim, vou comprar posições do NAS100 (Nasdaq Composite Index) que seguem geralmente a tendência do DJIA (Dow Jones Industrial Average). A ideia é nesta semana recuperar entre 1000 e 2000 euros e o restante na outra quando os mercados já estiverem mais calmos.
Além disso, vou reforçar algumas posições caso desvalorizem significativamente, abrindo caminho a um potencial de crescimento ainda maior.
Mas vejo agora que esta foi péssima altura para começar, pois os mercados estão em queda devido a resultados abaixo do esperado nos mercados emergentes, o que levou a uma crise de moeda, nomeadamente na Argentina.
Infelizmente, e por não ter cumprido as minha "regras" entalei-me com 4 CFDs que não posso largar para não assumir perdas pesadas.
Ainda assim, um já larguei, tendo perdido 8.000$, cerca de 5.000€, pois já estava a atingir o limite para negociar em margem.
No final do post vou apresentar os objectivos para esta semana, nomeadamente para recuperar esta perda.
Pensamentos nos dois primeiros dia, antes de perceber que os mercados iam cair:
Dos meus dias anteriores de treino já tinha alguma ideia de quais as acções que queria comprar, embora algumas já tenham valorizado entretanto, ao ponto de ficar com algumas dúvidas que continuem a subir.
ETFs
Estes dois já os tinha escolhido anteriormente por seguirem os movimentos do mercado financeiro (XLF) e da energia (VDE).
Não sei se fornecem as melhores taxas, mas já ofereceram no passado remunerações atractivas.
Quando ao VDE, existe o risco de não apresentar um bom retorno pois existe a possibilidade dos preços do petróleo caírem devido ao uso de fontes de energia alternativas, nomeadamente o gás de xisto nos Estados Unidos.
Acções
3D Systems (DDD:xnys)
Bank of America (BAC:xnys)
General Electric (GE:xnys)
International Business Machines (IBM:xnys)
Verizon Comms (VZ:xnys)
Xerox Corporation (XRX:xnys)
XL Capital Limited (XL:xnys)
EDP Renováveis (EDPR:xlis)
Galp Energia SGPS (GALP:xlis)
Mota-Engil SGPS (EGL:xlis)
Zon Optimus (ZONOP:xlis)
As motivações para estas compras são variadas, pelo que vou explicar algumas:
DDD - Uma das empresas líderes no mercado de impressoras 3D, mercado esse ainda no início mas com um potencial de crescimento e de modificação das técnicas de produção actuais enorme.
GE - As possibilidades de crescimento nos mercados emergentes e a reestruturação da empresa focando-se nos negócios industriais oferecem boas perspectivas de crescimento.
XRX - Apresentando um crescimento linear à quase 14 meses, e sendo uma empresa sólida penso que a tendência se possa manter mais algum tempo.
BAC - Um dos maiores bancos americanos, tendo apresentado uma melhoria dos resultados liquidos e com a economia em tendência de crescimento, penso que tem condições para valorizar.
VZ - Uma das maiores empresas de telecomunicações dos Estados Unidos, e que vai beneficiar da recente decisão dos tribunais americanos em contrariar a FCC acerca da chamada net neutrality, algo que beneficia claramente os ISPs americanos.
IBM - Outro bluechip, historicamente sólido, foi também uma primeira tentativa de fazer uma análise técnica, que mais tarde será alvo de um post dedicado inteiramente a este tema.
XL - Historicamente atinge um pico a cada poucos meses, caindo novamente. Como estava em baixo, e prevendo nova subida, pensei em fazer algum lucro comprando a posição para a vender um pouco acima, sem sequer me preocupar em tentar apanhar o ponto mais alto possível.
EDPR e GALP - Estando a economia portuguesa a começar a dar sinais de vida, é natural que estas acções valorizem, mas mesmo o mercado internacional traz boas perspectivas a estas duas posições.
EGL - Os negócios recentes anunciados nos últimos dias trazem consigo um potencial para valorizar, embora a meu ver no curto prazo (negócios com a Venezuela e a sua economia correm o risco de ter o mesmo destino que os asfalteiros e os estaleiros de Viana). Pelo que conto vender a posição assim que atingir uma valorização decente. (4% a 5%)
ZONOP - Sendo a ZON o maior concorrente da MEO e entendendo eu que apresenta um serviço melhor que a concorrência, a fusão com a Optimus dá-lhe uma capacidade de unir o bom trabalho desse operador, que foi sempre incapaz de ultrapassar os 23% quota (devido a ter vindo demasiado tarde para o mercado pois, novamente, o serviço é bom) e juntos serem um concorrente ainda mais forte ao monopólio da PT em Portugal.
CFDs
Só comprei CFDs de Índices, pois apresentam as maiores amplitudes em tempo real, e as acções são ainda mais imprevisíveis.
Infelizmente não cumpri as minhas próprias regras, assumi uma posição e esperei que subisse, como desceu, e face às ultimas semanas pensei que fosse recuperar, em vez disso caiu ainda mais acentuadamente, ao que acabei por assumir mais duas posições perfazendo um total de 80. O que eu não vi foi as notícias, pois se no primeiro dia eu ainda teria a convicção de que iria subir, no segundo, com relatos sobre uma potencial crise de moeda nos mercados emergentes seria de esperar que as bolsas fosse passar alguns dias a descer.
Assim, fiquei preso com estes CFD's e não me sobra muita margem para tentar compensar as perdas, e, ou vendo e perco quase 20 mil euros, ou espero que o mercado suba.
Objectivos para a semana 2:
Por agora vou aguardar que a crise acalme e o mercado suba, e entretanto vou utilizando parte do restante da margem em pequenas transacções para me renderem algum dinheiro, tentando compensar os 5000 euros que tive de perder por estar a ficar completamente sem margem.
Assim, vou comprar posições do NAS100 (Nasdaq Composite Index) que seguem geralmente a tendência do DJIA (Dow Jones Industrial Average). A ideia é nesta semana recuperar entre 1000 e 2000 euros e o restante na outra quando os mercados já estiverem mais calmos.
Além disso, vou reforçar algumas posições caso desvalorizem significativamente, abrindo caminho a um potencial de crescimento ainda maior.
domingo, 19 de janeiro de 2014
Training (I)
Comecei a conta a 100.000€ ontem, e após alguma investigação decidi investir nas seguintes aplicações:
Acções:
Semapa (SEM:xlis)
Sonae (SON:xlis)
Galp (GALP:xlis)
ETFs:
Financial Select Sector SPDR Fund (XLF:arcx)
Vanguard Energy ETF (VDE:arcx)
CFD:
Dow Jones Industrial Average (DJI.I)
Motivos:
Acções:
O mercado nacional tem estado em forte recuperação nos últimos meses, valorizando practicamente todas as acções, pelo que escolhi as que apresentavam melhor potencial de crescimento.
As cotações do petróleo também favorecem, pelo menos a curto prazo a valorização da Galp.
De futuro tenciono investir na EDP e na EDP renováveis, pois com practicamente o monopólio da energia faz com que seja um activo relativamente seguro, um bluechip.
ETFs:
A retoma económica faz com que o sector financeiro e energético ganhem maior impulso, pelo que estes dois ETFs, que seguem esses indicadores, me pareçam apropriados.
CFD:
Esta é a parte especulativa do meu investimento, segundo Benjamin Graham todas as operações em margem são especulativas, por isso os CFDs são, por definição especulativos. No entanto, especialmente para um capital inicial baixo como o meu, é o mais favorável pois permite maximizar os ganhos (ou perdas). Uma subida de 1% no activo, traduz-se num ganho de 10% sobre o valor investido.
Notando a quebra do dia anterior, presumi que o mercado fosse recuperar no dia seguinte, no entanto coloquei uma operação de entrada limite abaixo do valor actual, permitindo que o valor descesse um pouco mais e jogando com as flutuações normais a meu favor, tentando que a operação de entrada fosse feita num dos picos descendentes que são logo recuperados nos minutos seguintes. Foi o que aconteceu.
Como se pode ver pela figura abaixo, a operação, colocada por volta das 12h, só foi efectuada quando o preço caiu, por volta das 15h, neste caso, compensou, pois aquele pico descendente permitiu que comprasse a posição a um preço muito mais baixo do que aquele que estava a ser negociado, tendo o índice recuperado logo de seguida. Uma operação limite para a venda posição pode ser vista ali com a barra vermelha. É possível que o índice não chegue, ou ultrapasse aquele valor, mas prefiro seguir a minha estratégia e assumir o ganho nessa altura do que arriscar a perder o potencial ganho.
Com estas aplicações a ideia é sempre não perder dinheiro. Aproveitar a volatilidade natural e ganhar com as subidas, vender, deixar cair, e ganhar novamente com a subida.
Adenda:
Uma vez que saíram hoje notícias positivas acerca da venda a retalho nos Estados Unidos, presumo que os mercados estarão em alta, para não aumentar a minha exposição com o DJI.I investi num CFD do NAS100 (NDX), que ainda que um index mais tecnológico, acompanha os movimentos do DJI.I, além de que estas notícias são igualmente positivas para este índice.
Tal como anteriormente inseri uma ordem de entrada limite, no entanto tive de a corrigir pois o índice continua a subir, não registando nenhuma descida que chegasse ao meu limite, isto é sinal que já fui atrasado e apanhei a subida já num ponto com pouca volatilidade (quando acelera).
Adenda 2:
Como tinha previsto na adenda inicial, o mercado ia subir, não contei foi que subisse abruptamente e atingisse já a minha ordem limite, como o gráfico em baixo mostra (para o DJI.I), mas coloquei uma ordem de entrada (linha verde) utilizando a mesma técnica inicial, esperando por uma quebra temporária para maximizar potenciais lucros e diminuir um pouco o risco de perdas temporárias (ou de ter de manter a posição enquanto o valor não volte a subir).
A leitura do gráfico é: Seta verde para cima, inicio de posição (compra). Seta vermelha para baixo, fim de posição (venda). Linha verde, ordem de limite, quando/se o valor atingir aquele ponto, comprar.
Em termos de valores concretos, um investimento de cerca de 13.000€ rendeu pouco mais de 2500€, o que dá uma valorização de 19,2% em dois dias.
Face a este ganho, e aos mercados hoje estarem em alta, o essencial é manter a serenidade e cumprir as regras:
Com CFDs a ideia é não perder dinheiro, pois o risco é multiplicado e caso haja perdas, podem destruir todos os lucros anteriores, por isso, adopta-se a estratégia da tartaruga em que devagar se vai ao longe...(ou a outra do grão a grão enche a galinha o papo)
Pensemos no mercado como ondas, altos e baixos, em que tendencialmente os baixos seguintes ficam ligeiramente acima dos anteriores, fazendo uma espécie de escada.
A ideia é só apanhar a onda quando ainda está em baixo. Quanto mais em baixo, menor é o risco de ficarmos em terreno negativo quando a onda voltar a descer.
E, mesmo que haja um quebra de alguns dias, permite aguentar ligeiramente melhor, pois o diferencial de valor será menor. (logo, menores serão as perdas potenciais - relembrar as regras dos CFDs em que se não houver margem disponível a posição é encerrada e as perdas são assumidas).
Ser obrigado a manter uma posição porque ela está temporariamente a dar prejuízo é algo que não é bom, pois é dinheiro que está empatado à espera que recupere (para não termos que assumir as perdas) quando podia estar a ser investido para aproveitar essa mesma recuperação como uma das nossas ondas.
Por exemplo, tenho as minhas dúvidas que o CFD NAS100 vá subir muito mais hoje, já subiu 0,35% desde que comprei, no entanto já apanhei a subida a meio indo já em 0,75% valorização.
Estou em terreno positivo, com 930€ de lucros potenciais (para um investimento de cerca de 15.000€).
Ora, não estando certo que a subida vá continuar, prefiro proteger-me contra perdas, ainda que mantendo a minha ordem limite. Assim, acrescento uma ordem stop (linha vermelha de baixo) como se pode ver:
Note-se que já passou algum tempo desde que criei a ordem, mas a minha suspeita de que a subida ia abrandar ou potencialmente inverter continua plausível, desta forma garanto que não perco dinheiro, nem fico temporariamente preso à posição, podendo encerrar quando quiser.
Acções:
Semapa (SEM:xlis)
Sonae (SON:xlis)
Galp (GALP:xlis)
ETFs:
Financial Select Sector SPDR Fund (XLF:arcx)
Vanguard Energy ETF (VDE:arcx)
CFD:
Dow Jones Industrial Average (DJI.I)
Motivos:
Acções:
O mercado nacional tem estado em forte recuperação nos últimos meses, valorizando practicamente todas as acções, pelo que escolhi as que apresentavam melhor potencial de crescimento.
As cotações do petróleo também favorecem, pelo menos a curto prazo a valorização da Galp.
De futuro tenciono investir na EDP e na EDP renováveis, pois com practicamente o monopólio da energia faz com que seja um activo relativamente seguro, um bluechip.
ETFs:
A retoma económica faz com que o sector financeiro e energético ganhem maior impulso, pelo que estes dois ETFs, que seguem esses indicadores, me pareçam apropriados.
CFD:
Esta é a parte especulativa do meu investimento, segundo Benjamin Graham todas as operações em margem são especulativas, por isso os CFDs são, por definição especulativos. No entanto, especialmente para um capital inicial baixo como o meu, é o mais favorável pois permite maximizar os ganhos (ou perdas). Uma subida de 1% no activo, traduz-se num ganho de 10% sobre o valor investido.
Notando a quebra do dia anterior, presumi que o mercado fosse recuperar no dia seguinte, no entanto coloquei uma operação de entrada limite abaixo do valor actual, permitindo que o valor descesse um pouco mais e jogando com as flutuações normais a meu favor, tentando que a operação de entrada fosse feita num dos picos descendentes que são logo recuperados nos minutos seguintes. Foi o que aconteceu.
Como se pode ver pela figura abaixo, a operação, colocada por volta das 12h, só foi efectuada quando o preço caiu, por volta das 15h, neste caso, compensou, pois aquele pico descendente permitiu que comprasse a posição a um preço muito mais baixo do que aquele que estava a ser negociado, tendo o índice recuperado logo de seguida. Uma operação limite para a venda posição pode ser vista ali com a barra vermelha. É possível que o índice não chegue, ou ultrapasse aquele valor, mas prefiro seguir a minha estratégia e assumir o ganho nessa altura do que arriscar a perder o potencial ganho.
Com estas aplicações a ideia é sempre não perder dinheiro. Aproveitar a volatilidade natural e ganhar com as subidas, vender, deixar cair, e ganhar novamente com a subida.
Adenda:
Uma vez que saíram hoje notícias positivas acerca da venda a retalho nos Estados Unidos, presumo que os mercados estarão em alta, para não aumentar a minha exposição com o DJI.I investi num CFD do NAS100 (NDX), que ainda que um index mais tecnológico, acompanha os movimentos do DJI.I, além de que estas notícias são igualmente positivas para este índice.
Tal como anteriormente inseri uma ordem de entrada limite, no entanto tive de a corrigir pois o índice continua a subir, não registando nenhuma descida que chegasse ao meu limite, isto é sinal que já fui atrasado e apanhei a subida já num ponto com pouca volatilidade (quando acelera).
Adenda 2:
Como tinha previsto na adenda inicial, o mercado ia subir, não contei foi que subisse abruptamente e atingisse já a minha ordem limite, como o gráfico em baixo mostra (para o DJI.I), mas coloquei uma ordem de entrada (linha verde) utilizando a mesma técnica inicial, esperando por uma quebra temporária para maximizar potenciais lucros e diminuir um pouco o risco de perdas temporárias (ou de ter de manter a posição enquanto o valor não volte a subir).
A leitura do gráfico é: Seta verde para cima, inicio de posição (compra). Seta vermelha para baixo, fim de posição (venda). Linha verde, ordem de limite, quando/se o valor atingir aquele ponto, comprar.
Em termos de valores concretos, um investimento de cerca de 13.000€ rendeu pouco mais de 2500€, o que dá uma valorização de 19,2% em dois dias.
Face a este ganho, e aos mercados hoje estarem em alta, o essencial é manter a serenidade e cumprir as regras:
- Comprar barato, vender mais caro.
- Aproveitar as descidas, tentando apanhar o ponto de inversão
- Não entrar em euforias comprando muitas posições, nunca utilizar mais do que estava estipulado inicialmente para trabalhar em margem
- Considerar sempre que o mercado nunca sobe muito de uma vez
- Se o valor de mercado estiver inflacionado, eventualmente vai ser corrigido, não queremos ser apanhados nesse momento
Com CFDs a ideia é não perder dinheiro, pois o risco é multiplicado e caso haja perdas, podem destruir todos os lucros anteriores, por isso, adopta-se a estratégia da tartaruga em que devagar se vai ao longe...(ou a outra do grão a grão enche a galinha o papo)
Pensemos no mercado como ondas, altos e baixos, em que tendencialmente os baixos seguintes ficam ligeiramente acima dos anteriores, fazendo uma espécie de escada.
A ideia é só apanhar a onda quando ainda está em baixo. Quanto mais em baixo, menor é o risco de ficarmos em terreno negativo quando a onda voltar a descer.
E, mesmo que haja um quebra de alguns dias, permite aguentar ligeiramente melhor, pois o diferencial de valor será menor. (logo, menores serão as perdas potenciais - relembrar as regras dos CFDs em que se não houver margem disponível a posição é encerrada e as perdas são assumidas).
Ser obrigado a manter uma posição porque ela está temporariamente a dar prejuízo é algo que não é bom, pois é dinheiro que está empatado à espera que recupere (para não termos que assumir as perdas) quando podia estar a ser investido para aproveitar essa mesma recuperação como uma das nossas ondas.
Por exemplo, tenho as minhas dúvidas que o CFD NAS100 vá subir muito mais hoje, já subiu 0,35% desde que comprei, no entanto já apanhei a subida a meio indo já em 0,75% valorização.
Estou em terreno positivo, com 930€ de lucros potenciais (para um investimento de cerca de 15.000€).
Ora, não estando certo que a subida vá continuar, prefiro proteger-me contra perdas, ainda que mantendo a minha ordem limite. Assim, acrescento uma ordem stop (linha vermelha de baixo) como se pode ver:
Note-se que já passou algum tempo desde que criei a ordem, mas a minha suspeita de que a subida ia abrandar ou potencialmente inverter continua plausível, desta forma garanto que não perco dinheiro, nem fico temporariamente preso à posição, podendo encerrar quando quiser.
sábado, 18 de janeiro de 2014
Introdução
O que é este blog:
Criei este blog com a intenção de utilizar a minha experiência no mercado de acções para ajudar outros a começarem a investir, mas com um menor grau do que considero serem os maiores riscos a quem se inicia nestas paragens. Inexperiência e indisciplina.Considero que a oportunidade de assistir como um total leigo, como eu, tentou começar a investir é uma abordagem diferente e mais próxima do que um real iniciante sentirá, do que dicas e guias feitos pelos chamados especialistas - dos bons, cuidados e disciplinados, mas também aqueles que tantas vezes se enganam em apostas milionárias - que fornecem informações muito úteis mas que muitas vezes não explicam os básicos, nem mostram as consequências de não cumprir algumas regras elementares.
Desta forma vou documentar as minhas aprendizagens sobre investimento em geral, os produtos disponíveis, e os meus casos de sucesso e de fracasso. Tudo de uma forma contínua para formar uma espécie do que espero no final ser um roadmap sobre quais os caminhos a seguir, ou evitar, de forma a ser um investidor responsável e eficaz.
Não pretendo dizer que a minha abordagem é a mais correcta, quero apenas documentar a minha experiência e deixar o leitor tirar as conclusões que desejar.
O objectivo é que um total iniciante não tenha que começar do zero e possa ler o caminho feito por outro iniciante nas mesmas condições iniciais, podendo dessa forma evitar de cometer os mesmo erros.
Sobre mim:
Sou aluno de Mestrado em Engenharia Informática e de Computadores no Instituto Superior Técnico, e embora a minha área nao esteja relacionada com economia e afins, durante o meu curso tive oportunidade de ganhar algum background na área de Gestão.
Como aqui cheguei:
O meu interesse pelo mercado de acções já vem de longe, mas nunca tinha tido oportunidade de tentar investir pois para isso é preciso capital e aceitar a possibilidade de o perder. Tudo mudou quando surgiu a oportunidade de participar num torneio de investimento chamado Global Investment Challenge.
Resumidamente, é uma competição onde é fornecido 100.000€ virtuais a cada concorrente, para investir no mercado de acções (Acções, ETFs, Futures, CFDs e Forex). O objectivo é obter o máximo de valorização possível ao longo dos três meses de competição.
Apenas as compras e as vendas são simuladas, pelo que todos os valores do mercado são reais fornecendo o maior grau de realismo possível. Também a plataforma de investimento é uma plataforma real, o Montepio Trader.
Antes do início da competição, inicialmente marcado para dia 8, mas adiado para dia 22, os concorrentes podem experimentar a plataforma, experimentando os vários produtos disponíveis e tentando formar a melhor estratégia, pelo que as suas contas serão reiniciadas no dia 22.
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